Claude Le Roy assume o comando do Congo-Brazzaville para quebrar cinco anos de ausência na CAN

Aos 78 anos, Claude Le Roy retorna ao futebol africano. O técnico francês foi nomeado treinador dos Diables Rouges do Congo-Brazzaville, uma seleção que não disputa a fase final da Copa da África…


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  • 10.06.2026 às 15:31
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Aos 78 anos, Claude Le Roy retorna ao futebol africano. O técnico francês foi nomeado treinador dos Diables Rouges do Congo-Brazzaville, uma seleção que não disputa a fase final da Copa Africana de Nações há cinco edições. A cerimônia oficial de assinatura do contrato está prevista para 22 de junho de 2026 em Brazzaville, na presença das autoridades esportivas e da Federação Congolesa de Futebol.

Um retorno às raízes para um dos pilares do futebol africano

Não é a primeira vez que Claude Le Roy se estabelece em Brazzaville. Ele já dirigiu os Diables Rouges entre 2013 e 2015, antes de continuar sua jornada continental com o Togo, onde passou quatro anos no comando dos Eperviers. Sua longevidade no continente africano é rara entre os treinadores europeus: ele atuou duas vezes em Camarões, uma vez no Senegal, uma vez em Gana, uma vez na RD Congo e, portanto, duas vezes no Congo-Brazzaville. Esse conhecimento íntimo das realidades do futebol africano – suas limitações logísticas, seus calendários exigentes, a gestão dos jogadores expatriados – é o argumento central de sua nomeação.

Le Roy pertence a uma geração de treinadores franceses que construíram sua reputação longe da Europa, em contextos onde os recursos são frequentemente limitados e onde a engenhosidade tática deve compensar a falta de meios materiais. Em uma época em que muitas federações africanas buscam perfis locais ou técnicos em início de carreira internacional, a escolha do Congo se destaca: aqui se aposta na experiência acumulada em vez do potencial futuro.

Omar Daf, um assistente que traz uma dimensão tática europeia

Ao seu lado, o Congo-Brazzaville nomeou Omar Daf como treinador assistente. O ex-internacional senegalês, de 49 anos, não é um desconhecido do futebol profissional francês. Ele treinou Sochaux, Dijon e Amiens na Ligue 2, adquirindo assim uma experiência concreta na gestão de um grupo profissional, no recrutamento e na preparação física em alto nível. Essa complementaridade entre a experiência africana de Le Roy e a formação tática europeia de Daf constitui a espinha dorsal de uma equipe projetada para ser imediatamente operacional.

Daf também representa uma ponte simbólica entre o futebol senegalês – um dos mais estruturados do continente – e as ambições congolesas. Tendo ele mesmo jogado na Europa antes de se tornar treinador, conhece as exigências dos jogadores formados nos campeonatos europeus, um perfil cada vez mais comum nas seleções africanas.

O desafio das qualificações para a CAN 2027

O objetivo declarado é claro: pôr fim a uma série de ausências que fragiliza o futebol congolês no cenário continental. Cinco fases de qualificação perdidas consecutivas são um sinal de alerta estrutural tanto quanto esportivo. As qualificações para a CAN 2027 começam em setembro, deixando pouco tempo para Le Roy avaliar o elenco disponível, estabelecer uma hierarquia e imprimir sua filosofia de jogo.

A prioridade será estabilizar um grupo, identificar os jogadores que atuam no exterior e que podem responder ao chamado, e restaurar uma dinâmica coletiva. O Ministério dos Esportes enfatizou a vontade de fortalecer a estrutura técnica de forma sustentável, o que sugere que essa nomeação faz parte de uma reflexão mais ampla sobre a governança do futebol nacional. Reconstruir uma equipe competitiva não se limita a mudar de treinador: também implica um investimento em infraestrutura, na formação de jovens e na coordenação com os clubes locais.

Para Claude Le Roy, esse retorno ao Congo pode representar um de seus últimos compromissos nesse nível. A questão não é tanto sua idade – a competência não tem data de validade – mas sua capacidade de rapidamente impulsionar uma dinâmica positiva em um prazo apertado. O futebol africano lhe ofereceu suas horas de glória; Brazzaville hoje lhe oferece uma última missão de reconstrução.

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