A Copa do Mundo de 2026 abre suas portas: quatro grupos, destinos que se escrevem

Na próxima quinta-feira, 11 de junho, o México recebe a África do Sul no Estádio Azteca, na Cidade do México, para dar início oficial à Copa do Mundo de 2026 – um torneio ampliado para 48 seleções, distribuídas entre três…


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  • 08.06.2026 às 22:04
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Na próxima quinta-feira, 11 de junho, o México recebe a África do Sul no Estádio Azteca, na Cidade do México, para dar início oficial à Copa do Mundo de 2026 – um torneio ampliado para 48 seleções, distribuídas entre três países-sede (Estados Unidos, Canadá, México), e que promete configurações de grupos inéditas. Entre os dezesseis grupos da fase inicial, os grupos K e L concentram algumas das partidas mais esperadas, com Portugal de Cristiano Ronaldo, a Colômbia de James Rodríguez, a Inglaterra de Harry Kane e a Croácia de Luka Modrić.

Grupo K: Portugal e Colômbia, favoritos sob pressão

Portugal chega a esta sexta Copa do Mundo de Cristiano Ronaldo com o status de favorito – e o peso que vem com isso. Aos 41 anos, Ronaldo inicia o que provavelmente será seu último encontro na cena mundial. Ao seu redor, Roberto Martínez conta com um elenco de alta qualidade: Rúben Dias na defesa, Bernardo Silva e Bruno Fernandes no meio-campo, Rafael Leão e Pedro Neto pelas laterais, e o quarteto formado por Nuno Mendes, Vitinha, João Neves e Gonçalo Ramos, todos vencedores da Liga dos Campeões. A Seleção das Quinas nunca levantou a Copa do Mundo, e as dificuldades enfrentadas nas qualificações europeias geraram algumas dúvidas. O jogo do dia 17 de junho contra a República Democrática do Congo (14h, horário de Brasília) dará início às hostilidades antes do confronto contra a Colômbia, no dia 27 de junho.

A Colômbia, por sua vez, chega impulsionada por uma dinâmica coletiva notável. James Rodríguez recuperou um nível de jogo excepcional, com seis gols e quinze assistências nas qualificações sul-americanas. Luis Díaz, incansável pela esquerda, marcou sete gols. Quatro jogadores atuando no campeonato brasileiro estão no elenco – Jhon Arias (Palmeiras), Jorge Carrascal (Flamengo), Juan Portilla (Athletico-PR) e Andrés Gómez (Vasco) – o que demonstra a profundidade do talento futebolístico colombiano. Com um histórico de sete vitórias, sete empates e quatro derrotas nas qualificações, os Cafeteros aspiram a superar a fase de quartas de final alcançada em 2014.

A RD Congo, por sua vez, realiza um retorno histórico: cinquenta e dois anos após sua única participação em 1974 – sob o nome de Zaire –, os Leopards retornam à cena mundial. Qualificados via eliminatórias intercontinentais, eles pretendem superar a fase de grupos, que não conseguiram passar em 1974 (três derrotas). O Uzbequistão, por sua vez, dá seus primeiros passos em uma Copa do Mundo, após uma campanha de qualificação quase perfeita na zona asiática: seis vitórias, dois empates e uma única derrota na terceira fase. Esta equipe da Ásia Central é o coringa inesperado do grupo.

Grupo L: a Inglaterra frente a seus velhos demônios, a Croácia em busca de história

Sessenta anos. Esse é o tempo decorrido desde o único título mundial da Inglaterra, em 1966, em suas próprias terras. Thomas Tuchel herda um grupo talentoso – Harry Kane (71 gols pela seleção), Jude Bellingham, Bukayo Saka, Declan Rice, Marcus Rashford – e uma qualificação impecável (oito vitórias em oito jogos nas eliminatórias europeias). Mas a história recente pesa: duas semifinais perdidas (1990, 2018), uma final do Euro 2020 perdida nos pênaltis. No dia 17 de junho às 17h (horário de Brasília), a Inglaterra abre contra a Croácia, como um remake do Final Four do Euro 2018 que os Three Lions perderam.

A Croácia, por sua vez, representa a notável longevidade de uma geração. Luka Modrić se aproxima do fim de uma trajetória excepcional – Ballon d’Or 2018, finalista da Copa do Mundo no mesmo ano, terceiro lugar em 1998 e em 2022. Zlatko Dalić ainda pode contar com Mateo Kovačić, Ivan Perišić e o defensor Joško Gvardiol para compor uma equipe estruturada e experiente. Com sete vitórias e um empate nas qualificações, os Vatreni iniciam este torneio com a ambição de transformar sua constância em título.

Gana, sua quinta participação mundial na história, chega impulsionado pelo ímpeto de seu grupo de qualificação dominado do início ao fim (25 pontos em 30, oito vitórias). Antoine Semenyo, Iñaki Williams, Jordan Ayew, Abdul Fatawu, Ernest Nuamah e Thomas Partey formam um elenco capaz de reproduzir a epopeia de 2010 – quando os Black Stars chegaram às quartas de final antes de serem eliminados pelo Uruguai de forma dolorosa. O Panamá, por sua vez, disputa apenas sua segunda Copa do Mundo após 2018, mas chega com um sólido histórico de qualificação: invicto em seu grupo da Concacaf (três vitórias, três empates). Uma equipe de caráter, sem estrelas internacionais, mas coletiva e difícil de ser manobrada.

O que realmente muda com este torneio ampliado

A Copa do Mundo de 2026 é a primeira a reunir 48 seleções, contra 32 anteriormente. Essa mudança de formato tem consequências diretas na leitura dos grupos: com quatro equipes por grupo e duas classificadas (mais os melhores terceiros), a margem de erro permanece limitada, mas a dinâmica é diferente. Um único dia ruim pode comprometer uma classificação, mesmo para um favorito. A presença de nações como o Uzbequistão ou o Panamá em grupos com Portugal ou Inglaterra ilustra tanto a democratização do futebol mundial quanto os riscos de surpresas que o formato amplifica.

No aspecto tático, o calor do verão na América do Norte e os deslocamentos significativos entre os locais impõem uma gestão física rigorosa às comissões técnicas. As equipes que souberem dosar sua intensidade, como a Croácia demonstrou em várias ocasiões em torneios recentes, terão uma vantagem estrutural sobre aquelas que queimarem suas energias muito cedo. Os grupos K e L já oferecem, no papel, essa mistura de experiência, ambição e imprevisibilidade que faz todo o valor da fase de grupos mundial.

Para saber mais sobre os desafios da competição e as histórias marcantes, descubra como Antonio Freeman coloca a Copa do Mundo acima de seu próprio Super Bowl ou o impacto do estilo sobre o desempenho com as camisas da USMNT na Copa do Mundo. Não perca também as notícias sobre jogadores africanos como Emmanuel Mbemba Arsenal PSG.

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